quarta-feira, 10 de junho de 2020

A FILOSOFIA DE LOCKE




                                                      John Locke


Em seu 2º Tratado sobre o Governo Civil, Locke contraria Hobbes ao defender que o estado de natureza não poderia ser uma guerra de todos contra todos, mas um estado de perfeita liberdade, sem nenhuma forma de subordinação ou sujeição, sendo todos os homens iguais em poder. Nesse estado, os homens gozariam dos chamados direitos naturais: vida, liberdade, igualdade e propriedade privada – essa última seria derivada do trabalho e, portanto, natural.

No estado de natureza, não havendo polícia ou leis para impedir que os indivíduos se molestarem, põe-se nas mãos de todos os homens o poder de preservar sua propriedade contra os danos de outros homens. É claro que, numa situação em que todos têm o direito de castigar um infrator, surgem inconvenientes: sendo os homens juízes de seus próprios casos, o amor próprio, a paixão e a vingança os levariam longe demais na punição de outrem, daí seguindo a confusão e a desordem. Além disso, caso um homem não tenha força para punir seu ofensor, ou defender-se dele, não há apelo a fazer senão aos céus.

Por causa desses inconvenientes, os homens, por “necessidade e conveniência”, decidiram reunir-se fazendo um pacto que resulta no contrato social para a mútua conservação da vida, da liberdade e dos bens. Assim, a sociedade política nasce quando os indivíduos renunciam ao seu poder natural de justiça, passando-o às mãos do governo, com o objetivo único de conservar a si próprio, sua liberdade e sua propriedade – o chamado “Contrato Social”.

Em outras palavras, para Locke, o governo não surge para restringir liberdades individuais, mas para preservá-las. Todo governo que não preservar esses direitos pode ser derrubado pelos indivíduos, uma vez que todo o poder político tem origem no consentimento da maioria. A revolução armada é, dessa forma, legitimada e justificada por Locke. Eis aqui o nascimento do chamado liberalismo político, em oposição ao absolutismo da época.

O apreço por Locke às liberdades individuais também dá o tom em Carta sobre a Tolerância, o principal texto moderno acerca da tolerância religiosa. Quando Locke afirma que a religião deve permanecer na esfera individual – o que é, aliás, um dos baluartes do pensamento liberal  –, ele cria a fórmula do Ocidente para evitar as guerras religiosas.




             



 Exercícios

1- Os filósofos contratualistas elaboraram suas teorias sobre os fundamentos ou origens do poder do Estado a partir de alguns conceitos fundamentais tais como, a soberania, o estado de natureza, o estado civil, o estado de guerra, o pacto social etc.
"[…] O estado de guerra é um estado de inimizade e destruição […] nisto temos a clara diferença entre o estado de natureza e o estado de guerra, muito embora certas pessoas os tenham confundido, eles estão tão distantes um do outro […]."

LOCKE, John. Segundo Tratado sobre o Governo. São Paulo: Ed. Abril Cultural, 1978.

Leia o texto acima e assinale a alternativa correta.

a)    Para Locke, o estado de natureza é um estado de destruição, inimizade, enfim uma guerra “de todos os homens contra todos os homens”.

                  b)   Segundo Locke, o estado de natureza se confunde com o estado de guerra.
c)      Segundo Locke, para compreendermos o poder político, é necessário distinguir o estado de guerra do estado de natureza.

d)    Uma das semelhanças entre Locke e Hobbes está no fato de ambos utilizarem o conceito de estado de natureza exatamente com o mesmo significado.


2 - Leia o texto a seguir.
Locke divide o poder do governo em três poderes, cada um dos quais origina um ramo de governo: o poder legislativo (que é o fundamental), o executivo (no qual é incluído o judiciário) e o federativo (que é o poder de declarar a guerra, concertar a paz e estabelecer alianças com outras comunidades). Enquanto o governo continuar sendo expressão da vontade livre dos membros da sociedade, a rebelião não é permitida: é injusta a rebelião contra um governo legal. Mas a rebelião é aceita por Locke em caso de dissolução da sociedade e quando o governo deixa de cumprir sua função e se transforma em uma tirania.
(LOCKE, John. In: MORA, J. F. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Loyola, 2001. V. III. p. 1770.)

Com base no texto e nos conhecimentos sobre John Locke, é correto afirmar:
I - O direito de rebelião é um direito natural e legítimo de todo cidadão sob a vigência da legalidade.
II - O Estado deve cuidar do bem-estar material dos cidadãos sem tomar partido em questões de matéria religiosa.
III - O poder legislativo ocupa papel preponderante.
IV - Na estrutura de poder, dentro de certos limites, o Estado tem o poder de fazer as leis e obrigar que sejam cumpridas.

            Assinale a alternativa correta.

A)    Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)    Somente as afirmativas I e III são corretas.
C)    Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)    Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
E)     Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.

 3 - Leia o seguinte texto de Locke:
“Aquele que se alimentou com bolotas que colheu sob um carvalho, ou das maçãs que retirou das árvores na floresta, certamente se apropriou deles para si. Ninguém pode negar que a alimentação é sua. Pergunto então: Quando começaram a lhe pertencer? Quando os digeriu? Quando os comeu? Quando os cozinhou?
Quando os levou para casa? Ou quando os apanhou?”

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o pensamento de John Locke, é correto afirmar que a propriedade:

I - Tem no trabalho a sua origem e fundamento, uma vez que ao acrescentar algo que é seu aos objetos da natureza o homem os transforma em sua propriedade.
II - A possibilidade que o homem tem de colher os frutos da terra, a exemplo das maçãs, confere a ele um direito sobre eles que gera a possibilidade de acúmulo ilimitado.
III - Animais e frutos, quando disponíveis na natureza e sem a intervenção humana, pertencem a um direito comum de todos.
IV - Nasce da sociedade como consequência da ação coletiva e solidária das comunidades organizadas com o propósito de formar e dar sustentação ao Estado.

Assinale a alternativa correta.

A)    Somente as afirmativas I e II são corretas.
B)    Somente as afirmativas I e III são corretas.
C)    Somente as afirmativas III e IV são corretas.
D)    Somente as afirmativas I, II e IV são corretas.
E)     Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.


terça-feira, 12 de maio de 2020

Sócrates, Platão, e Aristóteles



Terceiras Séries


No texto que vocês terão acesso (pelo link abaixo destacado com o nome dos filósofos), do italiano Ubaldo Nicola, vocês precisarão ler os problemas e as teses que serão destacadas aqui, os filósofos do período antigo costumavam classificar seus questionamentos e elencá-los por área de conhecimento, por isso, muitos de nós conhece o filósofo por um destaque e um estudo que ele elaborou, mas ele, talvez, tenha pensado em muitas questões, o que é o caso dos filósofos que agora estudaremos, por isso, nesta obra, existem números que identificam quais os problemas e as teses que os filósofos pensaram. Pedirei que vocês prestem atenção em alguns problemas e suas teses de solução, de cada um dos filósofos e as destaquem em seus cadernos, mas especificamente os que contém estes números: 

1- Sócrates nº 23, 24 e 25, é importante vocês lerem a biografia do filósofo e depois destacar seus problemas e suas teses dando ênfase aos conceitos por ele desenvolvido.

2- Platão nº 29 e 30, é importante ler a biografia e depois ir até os problemas e as teses que ele desenvolveu.

3- Aristóteles nº 35, 36 e 42, é importante ler a biografia, ler os problemas e as teses que foram solicitadas.

Depois que fizerem isso, por favor, façam três perguntas que vocês gostariam que fossem respondidas a partir do que estudaram sobre esses filósofos e suas teorias. É importante destacar não quero que falem de suas vidas pessoais, mas de seus pensamentos e de suas teorias.
As perguntas serão postadas no Google sala de aula. E os cadernos poderão ser fotografados e apresentados no nosso grupo de WhatsApp. 

Sócrates, Platão e Aristóteles

clique neste link

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Jogo da Plataforma JORNADA X

Galera, estou postando aqui um 
link do jogo 
operação Antivírus, 
venham resolver os desafios
 colocados por este jogo,
 estão todos convidados!

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Ética Aristotélica



Segundas Séries


 A Ética dos Antigos, com destaque para Aristóteles

Na práxis, o agente, a ação e a finalidade do agir são inseparáveis. Assim, por exemplo, dizer a verdade é uma virtude do agente, inseparável de sua fala verdadeira e de sua finalidade, que é proferir uma verdade. Na práxis ética somos aquilo que fazemos e o que fazemos é a finalidade boa ou virtuosa. Ao contrário, na técnica, diz Aristóteles, o agente, a ação e a finalidade da ação estão separados, sendo independentes uns dos outros. Um carpinteiro, por exemplo, ao fazer uma mesa, realiza uma ação técnica, mas ele próprio não é essa ação nem é a mesa produzida pela ação. A técnica tem como finalidade a fabricação de alguma coisa diferente do agente e da ação fabricadora. Dessa maneira, Aristóteles distingue a ética e a técnica como práticas que diferem pelo modo de relação do agente com a ação e com a finalidade da ação. Também devemos a Aristóteles a definição do campo das ações éticas. Estas não só são definidas pela virtude, pelo bem e pela obrigação, mas também pertencem àquela esfera da realidade na qual cabem a deliberação e a decisão ou escolha.
Em outras palavras, quando o curso de uma realidade segue leis necessárias e universais, não há como nem por que deliberar e escolher, pois as coisas acontecerão necessariamente tais como as leis que as regem determinam que devam acontecer.
Não deliberamos sobre as estações do ano, o movimento dos astros, a forma dos minerais ou dos vegetais. Não deliberamos e nem decidimos sobre aquilo que é regido pela Natureza, isto é, pela necessidade. Mas deliberamos e decidimos sobre tudo aquilo que, para ser e acontecer, depende de nossa vontade e de nossa ação. Não deliberamos e não decidimos sobre o necessário, pois o necessário é o que é e o que será sempre, independentemente de nós. Deliberamos e decidimos sobre o possível, isto é, sobre aquilo que pode ser ou deixar de ser, porque para ser e acontecer depende de nós, de nossa vontade e de nossa ação. Aristóteles acrescenta à consciência moral, trazida por Sócrates, a vontade guiada pela razão como o outro elemento fundamental da vida ética.
A importância dada por Aristóteles à vontade racional, à deliberação e à escolha o levou a considerar uma virtude como condição de todas as outras e presente em todas elas: a prudência ou sabedoria prática. O prudente é aquele que, em todas as situações, é capaz de julgar e avaliar qual a atitude e qual a ação que melhor realizarão a finalidade ética, ou seja, entre as várias escolhas possíveis, qual a mais adequada para que o agente seja virtuoso e realize o que é bom para si e para os outros.
Se examinarmos o pensamento filosófico dos antigos, veremos que nele a ética afirma três grandes princípios da vida moral:

1. por natureza, os seres humanos aspiram ao bem e à felicidade, que só podem ser alcançados pela conduta virtuosa;
2. a virtude é uma força interior do caráter, que consiste na consciência do bem e na conduta definida pela vontade guiada pela razão, pois cabe a esta última o controle sobre instintos e impulsos irracionais descontrolados que existem na natureza de todo ser humano;
3. a conduta ética é aquela na qual o agente sabe o que está e o que não está em seu poder realizar,  referindo-se, portanto, ao que é possível e desejável para um ser humano. Saber o que está em nosso poder significa, principalmente, não se deixar arrastar pelas circunstâncias, nem pelos instintos, nem por uma vontade alheia, mas afirmar nossa independência e nossa capacidade de autodeterminação.

O sujeito ético ou moral não se submete aos acasos da sorte, à vontade e aos desejos de um outro, à tirania das paixões, mas obedece apenas à sua consciência – que conhece o bem e as virtudes – e à sua vontade racional – que conhece os meios adequados para chegar aos fins morais. A busca do bem e da felicidade são a essência da vida ética.

Podemos resumir a ética dos antigos em três aspectos principais:

1. o racionalismo: a vida virtuosa é agir em conformidade com a razão, que conhece o bem, o deseja e guia nossa vontade até ele;
2. o naturalismo: a vida virtuosa é agir em conformidade com a Natureza (o cosmos) e com nossa natureza (nosso ethos), que é uma parte do todo natural;
3. a inseparabilidade entre ética e política: isto é, entre a conduta do indivíduo e os valores da sociedade, pois somente na existência compartilhada com outros encontramos liberdade, justiça e felicidade.

A ética, portanto, era concebida como educação do caráter do sujeito moral para dominar racionalmente impulsos, apetites e desejos, para orientar a vontade rumo ao bem e à felicidade, e para formá-lo como membro da coletividade sociopolítica. Sua finalidade era a harmonia entre o caráter do sujeito virtuoso e os valores coletivos, que também deveriam ser virtuosos.

História e virtudes

Viemos observando que os valores morais modificam-se na História porque seu conteúdo é determinado por condições históricas. Podemos comprovar a determinação histórica do conteúdo dos valores, examinando as virtudes definidas em diferentes épocas. Se tomarmos a Ética a Nicômaco, de Aristóteles, nela encontraremos a síntese das virtudes que constituíam a areté (a virtude ou excelência ética) e a moralidade grega durante o tempo em que a polis autônoma foi a referência
social da Grécia.  Aristóteles distingue vícios e virtudes pelo critério do excesso, da falta e da moderação: um vício é um sentimento ou uma conduta excessivos, ou, ao contrário, deficientes; uma virtude, um sentimento ou uma conduta moderados.

Resumidamente, eis o quadro aristotélico:



Marilena Chaui, Convite á Filosofia, Ed. Ática, São Paulo, 2000.

As virtudes: o justo meio

A virtude (areté) é a expressão maior da excelência de uma pessoa, de sua integridade, de sua identidade. A paixão, por outro lado, torna-a confusa, dividida entre desejos contrários, conflitantes, opostos. Alguém sob o domínio da paixão pode inclinar-se ao vício, que é o excesso ou a falta da paixão. A virtude é encontrar, pelo uso da razão, o meio-termo entre esses extremos, que Aristóteles chamou de justo meio.

Suponha-se alguém dominado pelo prazer (que, para Aristóteles, é uma paixão). Esse alguém pode ser libertino (um dos extremos do prazer prazer em excesso) ou insensível (o extremo oposto: falta de prazer), O justo meio, aqui, é a temperança, à qual se chega pelo uso da razão.

A virtude, assim, está ligada à razão. E, como todo homem é dotado de razão, todo homem pode alcançar a virtude. Basta identificar a paixão que o domina, reconhecer seus extremos e procurar, racionalmente, seu justo meio.

A maior de todas as virtudes, diz Aristóteles, é a justiça. Sua força sobre as demais consiste em sua perfeição, porque quem é justo projeta-se mais para o outro do que para si mesmo. Em outras palavras, tudo que protege o conjunto dos indivíduos (a sociedade) é mais importante do que aquilo que protege somente um dos membros dessa sociedade, Por isso, dos males, a injustiça é o maior, pois destrói o tecido social.
                                                
Política e Estado
Como Platão, Aristóteles também faz um estudo dos regimes políticos, divididos em monarquia, aristocracia e politeia ou república. Tal qual Platão, Aristóteles considera que cada um deles pode degenerar a monarquia, em tirania; a aristocracia, em oligarquia; a democracia, em anarquia.

O melhor dos regimes possíveis consistirá em uma combinação do que há de melhor em cada um deles. O melhor da república é a liberdade e a igualdade; da monarquia, a capacidade de criar riquezas; e da aristocracia, sua excelência, capacidade e qualidades intelectuais,

Entre os escritos políticos de Aristóteles, a Constituição de Atenas, descoberta no século XIX no Egito, ocupa um lugar especial. Essa obra era parte das 158 constituições que Aristóteles reunira a fim de ter uma base empírica para a reflexão sobre teoria política.

“Uma constituição é a ordem ou distribuição dos poderes de um Estado, isto é, a maneira como são divididos, a sede da soberania e o fim a que se propõe a sociedade.”

Aristóteles, Política, III, 1278b 6-10

Os estudantes farão um resumo do texto no caderno, destacando os principais conceitos do pensamento ético antigo, tanto das questões éticas, quanto das questões políticas. Depois farão uma destaque das virtudes: três virtudes e o que elas significam na prática e três vícios que podem ser tanto de excesso, quanto da falta e  o que  esses vícios significam na prática, podem fazer isso no caderno e fotografem e enviem pelo whatsApp privado.

Áreas da Filosofia



Primeiras Séries




O que é filosofia? Uma forma de responder essa questão é através de uma visão geral das suas principais áreas de estudo – metafísica, epistemologia, filosofia moral, filosofia política, lógica, filosofia da arte – e dos vários problemas abordados em cada uma delas.

Conhecer isso permite uma ter uma noção global do que essa disciplina trabalha. Para usar uma analogia, imagine que é um turista explorando uma nova cidade. Você olha o mapa para ter uma visão geral, conhecer algumas avenidas principais e onde estão os pontos de seu interesse, os lugares que deseja visitar. Conhecer as áreas de estudo e problemas da filosofia é como olhar um mapa. Você terá uma visão geral da disciplina e, assim, saberá, em certo sentido, o que ela é e poderá identificar os temas e problemas que deseja conhecer.

Metafísica
A palavra “metafísica” é  um conjunto de textos aristotélicos que significa “aquilo que está depois da física.” Qual o sentido dessa expressão? A física estuda a natureza e seus fenômenos, porém isso não esgota o que pode ser questionado sobre a realidade. Existem aspectos dela que são ainda mais fundamentais.  É essa realidade, que está “depois da física”, o objeto de estudo da metafísica.
Um exemplo clássico de questão metafísica é se o universo é composto apenas por objetos materiais ou se também existem coisas que não são materiais, como a alma ou Deus.
Entre as várias perguntas metafísicas estão:
O que é o ser? Ou seja, quais as características fundamentais disso que chamamos de real?
Por que existe algo em vez de não existir nada?
Qual a origem de tudo o que existe? Existe Deus?
Existe alma?
A mente é algo imaterial? Ou os pensamentos são totalmente produzidos pelo cérebro?
Os seres humanos têm livre-arbítrio? Ou a liberdade não passa de uma ilusão?

Epistemologia
Epistemologia vem do grego episteme que significa “conhecimento” e logos que significa “teoria”. Literalmente, então, trata-se de uma teoria do conhecimento. De maneira geral, essa área da filosofia se ocupa do conhecimento, procura definir o que ele é, como ele é possível, além de abordar tipos específicos de conhecimento, como a ciência.
Algumas das questões colocadas nessa área da filosofia são:
Como sei que existo? Como saber se não está sonhando nesse exato momento?
O que é conhecimento? O que significa afirmar que se conhece algo?
Como conhecemos a realidade?
Quais os limites do nosso conhecimento? O que podemos conhecer e o que não podemos conhecer?
Qual a natureza do conhecimento produzido pela ciência?

Filosofia Moral ou ética
O ser humano vive em sociedade e para que a convivência seja possível existem os códigos morais. A moral, nesse sentido, da origem a uma série de discussões filosóficas. Como, por exemplo:
Será que uma vida justa é feliz?
Qual a natureza da moral? Regras morais são válidas universalmente ou não passam de convenções sociais?
O que é certo e o que é errado?
Além disso, dentro da filosofia moral há a chamada ética prática. Como o nome sugere, se trata de discussões filosóficas sobre problemas práticos presentes nas sociedades contemporâneas. Algumas dessas questões são:
Temos o dever moral de fazer caridade?
Praticar um aborto é moral?
É certo usar animais para alimentação ou pesquisa? Ou todos deveriam se tornar vegetarianos?
É correto praticar  eutanásia?
E quanto ao melhoramento genético, que poderá se tornar possível em breve, quais suas implicações?

Filosofia Política
A filosofia política também pressupõe a convivência do homem em sociedade. Mas nesse caso, o principal objeto de discussão é a própria forma como se da a organização social.
Algumas das questões discutidas pela filosofia política são:
É necessário um governo para a sociedade? Como ele deve ser?
Devemos aceitar a autoridade do Estado?
Quais os limites do poder do governo?
Os cidadãos deveriam ter direitos?
Como distribuir de maneira justa o que é produzido pela sociedade? Justiça é sinônimo de igualdade? Ou de respeito aos direitos individuais?
Qual a natureza das desigualdades de gênero? Elas são justas?

Lógica
Uma das características centrais da filosofia é seu caráter argumentativo. Um filósofo deve saber argumentar para justificar o que diz, portanto, não há nada mais importante que a lógica. Isso porque a lógica estuda as formas corretas e incorretas de argumentação. Em outras palavras, como diferenciar um argumento válido de um argumento inválido. É através de seu estudo que aprendemos a avaliar melhor argumentos apresentados por outras pessoas, saber se são bons ou não, além de possibilitar que melhoremos nossa capacidade de construir argumentos.


Os estudantes farão o destaque de três áreas da Filosofia e suas contribuições para o mundo, além de trazer uma área da Filosofia que tenha surgido no século XX e que, agora, no século XXI esteja ajudando à pensar os problemas da atualidade.  Para isso, farão um pequeno texto exemplificando as devidas áreas e suas contribuições.

terça-feira, 24 de março de 2020

Os Pré-socráticos





Conforme conversamos em aula, os estudantes das primeiras séries devem entrar no link para ter acesso ao texto sobre os filósofos Pré-Socráticos, baixem o pdf do arquivo em seus celulares, isto facilitará o acesso no futuro.
Texto para pesquisa, páginas 14-39.

Referência:

NICOLA, Ubaldo. Antologia ilustrada de filosofia: das origens à idade moderna/Ubaldo Nicola:[Maria Margherita De Luca]. - São Paulo: Globo, 2005.